segunda-feira, 22 de setembro de 2014

TUDO SOBRE PRIMEIRA E SEGUNDA GUERRA MUNDIAL


CAPITULO Iº - A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Áustria-Hungria precipitou a crise bósnia de 1908-1909 por anexar oficialmente o antigo território otomano da Bósnia e Herzegovina, que ocupava desde 1878. Isto irritou o Reino da Sérvia e seu patrono, o pan-eslavo e ortodoxo Império Russo. A manobra política russa na região desestabilizou os acordos de paz, que já estavam enfraquecidos, no que ficou conhecido como "o barril de pólvora da Europa".
Em 1912 e 1913, a Primeira Guerra Balcânica foi travada entre a Liga Balcânica e o fragmentado Império Otomano. O Tratado de Londres resultante ainda encolheu o Império Otomano, com a criação de um Estado independente albanês, enquanto ampliou as explorações territoriais da BulgáriaSérviaMontenegro e Grécia. Quando a Bulgária atacou a Sérvia e a Grécia em 16 de junho de 1913, ela perdeu a maior parte da Macedônia à Sérvia e Grécia e Dobruja do Sul para a Romênia durante a Segunda Guerra Balcânica, desestabilizando ainda mais a região.


1.1-CRISE DE JULHO

Em 28 de junho de 1914, Gavrilo Princip, um estudante sérvio-bósnio e membro da Jovem Bósnia, assassinou o herdeiro do trono Austro-Húngaro, o arquiduque Francisco Fernando da Áustria, em Sarajevo, na Bósnia. Isto iniciou um mês de manobras diplomáticas entre Áustria-Hungria, Alemanha, Rússia, França e Reino Unido, no que ficou conhecido como a Crise de Julho.

Querendo finalmente acabar com a interferência Sérvia na Bósnia — a Mão Negra tinha fornecido bombas e pistolas, treinamento e ajuda a Princip e seu grupo para atravessar a fronteira e os austríacos estavam corretos para acreditar que os oficiais e funcionários sérvios estavam envolvidos — a Áustria-Hungria entregou o Ultimato de Julho para a Sérvia, uma série de dez reivindicações criadas, intencionalmente, para serem inaceitáveis, com a intenção de provocar uma guerra com a Sérvia.
Quando a Sérvia concordou com apenas oito das dez reivindicações, a Áustria-Hungria declarou guerra ao país em 28 julho de 1914. Hew Strachan argumenta que se uma resposta equivocada e precipitada da Sérvia teria feito alguma diferença para o comportamento da Áustria-Hungria é algo duvidoso. Francisco Fernando não era o tipo de personalidade que comandava a popularidade e sua morte não lançou o império em profundo luto.
O Império Russo, disposto a permitir que a Áustria-Hungria eliminasse a sua influência nos Balcãs e em apoio aos seus sérvios protegidos de longa data, ordenou uma mobilização parcial um dia depois. O Império Alemão mobilizou-se em 30 de julho de 1914, pronto para aplicar o "Plano Schlieffen", que planejava uma invasão rápida e massiva à França para eliminar o exército francês e, em seguida, virar a leste contra a Rússia. O gabinete francês resistiu à pressão militar para iniciar a mobilização imediata e ordenou que suas tropas recuassem 10 km da fronteira, para evitar qualquer incidente. A França só se mobilizou na noite de 2 de agosto, quando a Alemanha invadiu a Bélgica e atacou tropas francesas.
O Império Alemão declarou guerra à Rússia no mesmo dia. O Reino Unido declarou guerra à Alemanha em 4 de agosto de 1914, após uma resposta insatisfatória para o ultimato britânico de que a Bélgica deveria ser mantida neutra.


1.2 - DECLARAÇÕES DE GUERRA

Após o assassinato do arquiduque Francisco Fernando em 28 de junho, o Império Austro-Húngaro esperou três semanas antes de decidir tomar um curso de ação. Essa espera foi devida ao fato de que grande parte do efetivo militar estava a ajudar a colheita, o que impossibilitava a ação militar naquele período. Em 23 de julho, graças ao apoio incondicional alemão (carta branca) ao Império Austro-Húngaro se a guerra eclodisse, o Ultimato de julho foi mandado à Sérvia, e que continha várias requisições, entre elas a que agentes austríacos fariam parte das investigações, e que a Sérvia seria a culpada pelo atentado. O governo sérvio aceitou todos os termos do ultimato, com exceção da participação de agentes austríacos, o que na opinião sérvia constituía uma violação de sua soberania.

Por causa desse termo, rejeitado em resposta sérvia em 26 de julho, o Império Austro-Húngaro cortou todas as relações diplomáticas com o país e declarou guerra ao mesmo em 28 de Julho, começando o bombardeio a Belgrado (capital sérvia) em 29 de julho. No dia seguinte, o Império Russo, que sempre tinha sido aliado da Sérvia, deu a ordem de locomoção a suas tropas.
O Império Alemão, que tinha garantido apoio ao Império Austro-Húngaro no caso de uma eventual guerra mandaram um ultimato ao governo do Império Russo para parar a mobilização de tropas dentro de 12 horas, no dia 31. No primeiro dia de agosto o ultimato tinha expirado sem qualquer reação russa. A Alemanha então declarou-lhe guerra. Em 2 de agosto, a Alemanha ocupou Luxemburgo, como o passo inicial da invasão à Bélgica e do Plano Schlieffen (estratégia de defesa alemã que previa a invasão da FrançaInglaterra e Rússia). A Alemanha tinha enviado outro ultimato, desta vez à Bélgica, requisitando a livre passagem do exército alemão rumo à França. Como tal pedido foi recusado, foi declarada guerra à Bélgica.

Em 3 de agosto, a Alemanha declarou guerra à França, e no dia seguinte invadiu a Bélgica. Tal ato, violando a soberania belga - que Grã-Bretanha, França e a própria Alemanha estavam comprometidos a garantir fez com que o Império Britânico saísse da sua posição neutra e declarasse guerra à Alemanha em 4 de Agosto.

1.3 - CRIAÇÃO DAS ALIANÇAS

Os países europeus começaram a fazer alianças políticas e militares desde o final do século XIX. Durante o conflito mundial estas alianças permaneceram. De um lado havia a Tríplice Aliança formada em 1882 por Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha (a Itália passou para a outra aliança em 1915). Do outro lado a Tríplice Entente, formada em 1907, com a participação de França, Rússia e Reino Unido.
De acordo com o planeamento militar da Tríplice Aliança, essa primeira conquista era de fundamental importância para que seus exércitos tivessem maior força contra os russos. Inicialmente, os alemães conseguiram invadir o território francês e colocar suas tropas nas ruas da cidade de Paris. Na porção oeste, o ataque russo dispersou as tropas alemãs. Logo em seguida, a entrada da Inglaterra no conflito salvou a França de uma rendição com a vitória na Batalha do Marne. 

            A deflagração de tais resultados no conflito deu fim à guerra de movimento e trouxe maior equilíbrio nas batalhas seguintes. A partir de 1915, a guerra entrou em uma nova fase chamada “guerra de posições” ou “guerra de trincheiras”. O avanço militar dos dois lados era limitado e cada vitória era obtida a enormes custos financeiros e humanos. Exércitos inteiros se enfrentavam em trincheiras cheias de arame farpado e lama, onde a propensão a epidemias e as baixas temperaturas promoviam sua própria carnificina. 

          Somente a partir de 1917 que esse quadro indefinido da Primeira Guerra ganhou novos contornos. O uso de tanques e aviões possibilitou o fim da estagnação que marcou o período das trincheiras. Entretanto, duas outras modificações políticas tiveram ainda maior importância nos destinos do conflito: a saída da Rússia (que enfrentava o início de sua revolução socialista); e a entrada dos Estados Unidos (que forneceram mais de um milhão de soldados à Tríplice Entente). 

           O fôlego dado aos países aliados foi suficientemente capaz de derrubar as nações da Tríplice Aliança e deixar os alemães sem condições mínimas de reação. Na França, as tropas aliadas conseguiram expulsar os alemães com uma vitória nos campos de batalha próximos ao rio Marne. Logo em seguida, as forças italianas (que passaram para a Entente em 1915) bateram os austríacos e a Inglaterra subjugou os inimigos turco-otomanos. 

1.4- FASES DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

         A primeira guerra mundial foi caracterizada por uso de diversas artilharias, bem como determinadas posições, o que levou de certa forma dividir a guerra em etapas ou fases, agora no que a está guerra se refere houveram duas fases, abaixo descritas:
·         Guerra de Movimentos;
·         Guerra de Trincheiras;

1.4.1- GUERRA DE MOVIMENTOS

Está fase corresponde o período que vai de o inicio da primeira grande guerra mundial até finais de 1914  – Os alemães começaram a luta com um ataque à Bélgica, neutra, marchando depois rumo a Paris. O plano francês era invadir Alsácia e Lorena e proteger a fronteira belga; os alemães atacaram Liège.
Na batalha do Marne os alemães foram derrotados pelo general Joffre, obrigando-os a retroceder para Leste, depois de perderem milhares de soldados e armamentos. Essa batalha salvou momentaneamente a França. Mas os alemães, não podendo levar avante a investida inicial, firmaram-se no Nordeste da França, abrindo trincheiras, como o fizeram também os franceses, os ingleses e os belgas. 



1.4.2- GUERRA DE TRINCHEIRAS


            De 1915-1917, abriram-se trincheiras em toda a frente ocidental. O armamento e o aparelhamento aéreo despertaram um novo surto industrial acelerado. Novas armas apareceram. Em 1916, os alemães atacaram Verdun, defendida pelo general Pétain. Foi um insucesso dos alemães. Morreram cerca de 600 mil homens. Na batalha naval da Jutlândia, os ingleses foram os vencedores. 
            Refira que em alguns casos nos depararemos com uma classificação um pouco diferente da que apresentamos neste trabalho, ou seja, é também classificada a primeira guerra em três fases: guerra de movimento, guerra de trincheiras e o retorno da guerra de movimentos, esta última que corresponde ao período que vai desde final de 1917 até 1918, ano em que está guerra viria a terminar.

1.5- FIM DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

A partir de 1917, a situação começou a alterar-se, quer com a entrada em cena de novos meios, como o carro de combate e aviação militar, quer com a chegada ao teatro de operações europeu das forças estadunidenses ou a substituição de comandantes por outros com nova visão da guerra e das tácticas e estratégias mais adequadas; lançam-se, de um lado e de outro, grandes ofensivas, que causam profundas alterações no desenho da frente, acabando por colocar as tropas alemãs na defensiva e levando por fim à sua derrota.
É verdade que a Alemanha adquire ainda algum fôlego quando a revolução estala no Império Russo e o governo bolchevista, chefiado por Lênine, prontamente assina a paz sem condições, (Tratado de Brest-Litovski) assim anulando a frente leste, mas essa circunstância não será suficiente para evitar a derrota. O armistício que pôs fim à guerra foi assinado a 11 de novembro de 1918.

1.6- CONSEQUÊNCIAS DA GUERRA

Nenhuma outra guerra mudou o mapa da Europa de forma tão dramática. Quatro impérios desapareceram após o fim do conflito: oAlemão, o Austro-Húngaro, o Otomano e o Russo. Quatro dinastias, juntamente com as aristocracias que as apoiavam, caíram após a guerra: os Hohenzollern, os Habsburgos, osRomanov e os Otomanos.
Países como a Bélgica e a Sérvia passaram por destruições severas, assim como a França, que perdeu 1,4 milhão de soldados, sem contar as vítimas civis. A Alemanha e Rússia foram igualmente afetadas.
A guerra teve consequências econômicas profundas. Dos 60 milhões de soldados europeus que foram mobilizados entre os anos de 1914 e 1918, 8 milhões foram mortos, 7 milhões foram incapacitados de maneira permanente e 15 milhões ficaram gravemente feridos. A Alemanha perdeu 15,1% de sua população masculina ativa, a Áustria-Hungria perdeu 17,1% e a França perdeu 10,5%.
Na Alemanha, as mortes de civis foram 474 mil superiores do que em tempo de paz, em grande parte devido à escassez de alimentos e desnutrição que enfraqueceu a resistência à doenças. Até o final da guerra, a fome matou cerca de 100 mil pessoas no Líbano. As estimativas mais confiáveis sobre o número de vítimas da fome russa de 1921, apontam a morte de entre 5 e 10 milhões de pessoas.

Por volta de 1922, havia entre 4,5 milhões e 7 milhões de crianças de rua na Rússia, como resultado de quase uma década de devastações causadas pela Primeira Guerra Mundial, pela Guerra Civil Russa e pela crise de fome subsequente, entre 1920 e 1922. Muitos russos anti-soviéticos fugiram do país após a Revolução Russa de 1917; na década 1930, a cidade chinesa de Harbin, no norte do país, recebeu 100 mil russos.35 Outros milhares emigraram para a FrançaReino Unido e Estados Unidos

1.7- TRATADO DE VERSALHES

Após a guerra, a Conferência de Paz de Paris, em 1919, impôs uma série de tratados de paz às Potências Centrais, terminando oficialmente com a guerra. O Tratado de Versalhes de 1919 lidou com a Alemanha e, com base nos Quatorze Pontos do então presidente estadunidense, Woodrow Wilson, trouxe à existência a Liga das Nações em 28 de junho de 1919.

O Tratado de Versalhes (1919) foi um tratado de paz assinado pelas potências europeias que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial. Após seis meses de negociações, em Paris, o tratado foi assinado como uma continuação do armistício de Novembro de 1918, em Compiègne, que tinha posto um fim aos confrontos.1 O principal ponto do tratado determinava que aAlemanha aceitasse todas as responsabilidades por causar a guerra e que, sob os termos dos artigos 231-247, fizesse reparações a um certo número de nações da Tríplice Entente.
Os termos impostos à Alemanha incluíam a perda de uma parte de seu território para um número de nações fronteiriças, de todas as colônias sobre os oceanos e sobre o continente africano, uma restrição ao tamanho do exército e uma indenização pelos prejuízos causados durante a guerra. A República de Weimar também aceitou reconhecer a independência da Áustria. O ministro alemão do exterior, Hermann Müller, assinou o tratado em 28 de Junho de 1919.1 O tratado foi ratificado pela Liga das Nações em 10 de Janeiro de 1920. Na Alemanha o tratado causou choque e humilhação na população, o que contribuiu para a queda da República de Weimar em 1933 e a ascensão do Nazismo.

No tratado foi criada uma comissão para determinar a dimensão precisa das reparações que a Alemanha tinha de pagar. Em1921, este valor foi oficialmente fixado em 33 milhões de dólares. Os encargos a comportar com este pagamento são frequentemente citados como a principal causa do fim da República de Weimar e a subida ao poder de Adolf Hitler, o que inevitavelmente levou à eclosão da Segunda Guerra Mundial apenas 20 anos depois da assinatura do Tratado de Versalhes.



CAPITULO IIº- SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

              A segunda guerra mundial é o segundo conflito global, que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo, incluindo as grandes potencias, organizados em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo.
Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de militares mobilizados. Em esta de guerra total, os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade económica, industrial e cientifica a serviço dos esforços de guerra, deixando de lado a distinção entre civis e militares.
            Marcado por números significantes de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 a mais de 70 milhões de mortes.

Considera-se o ponto inicial da guerra como sendo a invasão da Alemanha contra a Polonia, em 1 de Setembro de 1939 e subsequentes declarações de guerra contra a Alemanha pela França pela França e pela maioria dos países do Imperio Britânico. Alguns países já estavam em guerra nesta época, como Etiópia e o Reino de Italia na segunda guerra. Muitos dos que não se envolveram inicialmente acabaram aderindo ao conflito em resposta a eventos como a invasão da União Soviética pelos alemães e os ataques japoneses contra as forças dos Estados Unidos.

2.1 ANTECEDENTES

O Império Alemão foi dissolvido durante a Revolução Alemã de 1918-1919 e um governo democrático, mais tarde conhecido comoRepública de Weimar, foi criado. O período entre-guerras foi marcado pelo conflito entre os partidários da nova república e de opositores radicais, tanto de direita quanto de esquerda.
Embora a Itália como aliado Entente tenha feito alguns ganhos territoriais, os nacionalistas do país ficaram irritados com as promessas feitas pelo Reino Unido e França para garantir a entrada italiana na guerra, que não foram cumpridas com o acordo de paz.

De 1922 a 1925, o movimento fascista, liderado por Benito Mussolini, tomou o poder na Itália com uma agenda nacionalista, totalitária e de colaboração de classes, que aboliu a democracia representativa, reprimiu os socialistas, a esquerda e as forças liberais, e seguiu uma política externa agressiva destinada a forjar, através da força, o país como uma potência mundial — um Novo Império Romano.

Adolf Hitler, depois de uma tentativa fracassada de derrubar o governo alemão em 1923, tornou-se o chanceler da Alemanha em 1933. Ele aboliu a democracia, defendendo uma revisão radical e racista da ordem mundial, e logo começou uma campanha de rearmamento massivo do país. Enquanto isso, a França, para assegurar a sua aliança, permitiu que a Itália agisse livremente na Etiópia, país que o governo italiano desejava como uma posse colonial. A situação se agravou no início de 1935, quando o Território da Bacia do Sarre foi legalmente anexado à Alemanha e Hitler repudiou o Tratado de Versalhes, acelerando seu programa de rearmamento e recrutamento. 

Na Alemanha, o partido nazista, liderado por Adolf Hitler, procurou estabelecer um Estado nazista no país. Com o início da Grande Depressão, o apoio doméstico aos nazistas fortaleceu-se e, em 1933, Hitler foi nomeado chanceler da Alemanha. Após o incêndio no Palácio do Reichstag, Hitler conseguiu criar um governo unipartidário e totalitário liderado pelos nazistas.

2.1- GLOBALIZAÇÃO DA GUERRA

Em 22 de junho de 1941, a Alemanha, juntamente com outros membros europeus do Eixo e a Finlândia, invadiu a União Soviética na chamada Operação Barbarossa. Os principais alvos dessa ofensiva surpresa foram a região do Mar Báltico, Moscou eUcrânia, com o objetivo final de acabar com a campanha de 1941 perto da linha de Arkhangelsk-Astrakhan (linha A-A), que ligava os mares Cáspio e Branco. O objetivo de Hitler era eliminar a União Soviética como uma potência militar, exterminar ocomunismo, gerar o Lebensraum ("espaço vital") através da remoção da população nativa117 e garantir o acesso aos recursos estratégicos necessários para derrotar os rivais restantes da Alemanha.
Embora o Exército Vermelho estivesse se preparando para contra-ofensivas estratégicas antes da guerra, a Barbarossa forçou o comando supremo soviético a adotar uma defesa estratégica. Durante o verão, o Eixo conquistou partes significativas do território soviético, causando imensos prejuízos, tanto material quanto em vidas.
 Em meados de agosto, no entanto, o Alto Comando do Exército alemão decidiu suspender a ofensiva de um já consideravelmente empobrecido Grupo de Exércitos Centro e desviar o 2.º Exército Panzer para reforçar as tropas que avançavam em direção à região central da Ucrânia e à Leningrado. A ofensiva de Kiev teve um sucesso esmagador, resultando no cerco e na eliminação de quatro exércitos soviéticos, além de tornar possível o avanço na Crimeia e no industrialmente desenvolvido leste da Ucrânia (Primeira Batalha de Carcóvia).
O desvio de três quartos das tropas do Eixo e da maioria dos suas forças aéreas da França e do Mediterrâneo central para a Frente Oriental levou o Reino Unido a reconsiderar a sua grande estratégia. Em julho, o Reino Unido e a União Soviética formaram uma aliança militar contra a Alemanha. Os britânicos e os soviéticos invadiram o Irã para garantir o Corredor Persa e os campos de petróleo iranianos. Em agosto, o Reino Unido e os Estados Unidos emitiram em conjunto a Carta do Atlântico.

2.2-PARALISAÇÃO DOS AVANÇOS DO EIXO


No início de maio de 1942, o Japão iniciou as operações para capturar Port Moresby através de desembarques militares e, assim, cortar as comunicações e linhas de abastecimento entre os Estados Unidos e a Austrália. Os Aliados, no entanto, impediram a invasão ao interceptar e derrotar as forças navais japonesas na Batalha do Mar de Coral. O próximo plano do Japão, motivado pelo Ataque Doolittle, era conquistar o Atol Midway e atrair companhias norte-americanas para a batalha para serem eliminadas; como uma distração, o governo japonês também enviou forças para ocupar as Ilhas Aleutas, no Alasca. No início de junho, o Império Japonês colocou suas operações em ação, mas os norte-americanos, por terem decifrado os códigos navais japoneses no final de maio, estavam plenamente conscientes desses planos e disposições de força e usaram esse conhecimento para alcançar uma vitória decisiva em Midway sobre a Marinha Imperial Japonesa.

Com a sua capacidade de ação agressiva consideravelmente diminuída após a Batalha de Midway, o Japão optou por se concentrar em uma tentativa tardia de capturar Port Moresby por uma campanha terrestre no Território de Papua. Os americanos planejaram um contra-ataque contra as posições japonesas no sul das Ilhas Salomão, principalmente em Guadalcanal, como um primeiro passo para a captura de Rabaul, a principal base japonesa no Sudeste Asiático.
Ambos os planos começaram em julho, mas em meados de setembro, a Batalha de Guadalcanal teve prioridade para os japoneses e as tropas da Nova Guiné foram obrigadas a retirar-se da área de Port Moresby para a parte norte da ilha, onde enfrentaram tropas australianas em norte-americanas na Batalha de Buna-Gona. Guadal canal logo tornou-se um ponto focal para ambos os lados, com o comparecimento pesado ​​de tropas e navios nessa batalha. Até o início de 1943, os japoneses iriam ser derrotados na ilha e retirariam suas tropas.

Na Frente Oriental da Alemanha, o Eixo derrotou ofensivas soviéticas na Península Kerch e em Kharkov, e, em seguida, lançou sua ofensiva principal contra o sul da Rússia em junho de 1942, para aproveitar os campos de petróleo do Cáucaso e ocupar asestepes de Kuban, mantendo posições sobre as áreas norte e central da Frente.
Os alemães dividiram o Grupo de Exércitos Sulem dois: o Grupo de Exércitos A na parte inferior do rio Don e o Grupo de Exércitos B no sudeste do Cáucaso, no rio Volga. Os soviéticos decidiram fazer sua plataforma de combate em Stalingrado, que estava no caminho dos exércitos alemães que avançavam

2.3 - ALIADOS GANHAM IMPULSO

Após a Campanha de Guadalcanal, os Aliados iniciaram várias operações contra o Japão no Pacífico. Em maio de 1943, forças aliadas foram enviadas para eliminar as forças japonesas nas Aleutas. Logo depois começaram as suas operações principais para isolar Rabaul, através da captura de ilhas vizinhas e para quebrar o perímetro Central Japonês do Pacífico nas ilhas Gilbert e Marshall. Até o final de março de 1944, os Aliados tinham concluído ambos os objetivos, e, adicionalmente, neutralizaram a principal base japonesa em Truk, nas Ilhas Carolinas. Em abril, as forças aliadas lançaram uma operação para retomar a Nova Guiné Ocidental.
Na União Soviética, tanto os alemães quanto os soviéticos passaram a primavera e o início do verão de 1943 fazendo preparativos para grandes ofensivas na Rússia central. Em 4 de julho de 1943, a Alemanha atacou as forças soviéticas ao redor de Kursk. Dentro de uma semana, as forças alemãs tinham se esgotado na luta contra as defesas profundamente escalonadas e bem construídas dos soviéticos e, pela primeira vez na guerra, Hitler cancelou a operação antes de ter alcançado o sucesso tático ou operacional. Esta decisão foi parcialmente afetada pela invasão dos aliados ocidentais à Sicília, lançada em 9 de julho e que, combinada com falhas anteriores dos italianos, resultou na destituição e na prisão de Mussolini no final daquele mês.

Em 12 de julho de 1943, os soviéticos lançaram suas próprias contra-ofensivas, afastando assim qualquer esperança de vitória, ou até mesmo empate, para o exército alemão no leste.
A vitória soviética em Kursk anunciou a queda de superioridade alemã, dando à União Soviética a iniciativa na Frente Oriental. Os alemães tentaram estabilizar sua frente nordeste ao longo da apressadamente fortificada linha Panther Wotan, no entanto, os soviéticos a romperam em Smolensk e na ofensiva de Dnieper.

No início de setembro de 1943, os Aliados ocidentais invadiram a península itálica, após um armistício com os italianos. A Alemanha respondeu ao desarmar as forças italianas, tomar o controle militar das áreas até então controladas pela Itália e ao criar uma série de linhas defensivas. As forças especiais alemãs resgataram Mussolini, que logo em seguida estabeleceu um novo Estado fantoche na Itália ocupada pelos alemães chamado de República Social Italiana. Os Aliados ocidentais lutaram por várias frentes até chegar à principal linha defensiva alemã, em meados de novembro.
As operações alemãs no Atlântico também sofreram. Em maio de 1943 (Maio Negro), conforme contra-ofensivas aliadas se tornavam cada vez mais eficazes, as consideráveis perdas resultantes de ​​submarinos alemães forçaram a suspensão temporária da campanha naval alemã no Atlântico. 
Em novembro de 1943, Franklin D. Roosevelt e Winston Churchill se encontraram com Chiang Kai-shek no Cairo e, depois, com Joseph Stalin em Teerã. A primeira conferência determinou o recuo do território japonês no pós-guerra, enquanto a última incluía um acordo de que os Aliados ocidentais invadiriam a Europa em 1944 e de que a União Soviética iria declarar guerra ao Japão dentro de três meses após a derrota da Alemanha. A inteligência alemã pôs em prática a malsucedida Operação Long Jump, cujo objetivo era capturar (ou assassinar) os líderes reunidos em Teerã.

Desde novembro de 1943, durante a Batalha de Changde, os chineses forçaram o Japão a lutar uma custosa guerra de atrito, enquanto aguardavam as forças aliadas. Em janeiro de 1944, os Aliados lançaram uma série de ataques na Itália contra a linha em Monte Cassino e tentaram flanquear desembarques em Anzio. Até o final de janeiro, uma grande ofensiva soviética expulsou as forças alemãs da região de Leningrado, terminando com o mais longo e letal cerco da história.
A próxima ofensiva soviética foi interrompida nas fronteiras pré-guerra da Estônia pelo Grupo de Exércitos Norte alemão auxiliado por estonianos que tinham a esperança de restabelecer a independência nacional. Este atraso diminuiu as subsequentes operações soviéticas na região do Mar Báltico. 
No final de maio de 1944, os soviéticos tinham libertado a Crimeia, expulsado a maior parte das forças do Eixo da Ucrânia e feito incursões na Romênia, que foram repelidas pelas tropas do Eixo.207 As ofensivas Aliadas na Itália tinha tido sucesso e, às custas de permitir o recuo de várias divisões alemãs, em 4 de junho Roma foi capturada.
Os Aliados experimentaram sortes diferentes na Ásia continental. Em março de 1944, os japoneses lançaram a primeira de duas invasões: uma operação contra as posições britânicas em Assam, na Índia, e logo cercaram as posições da Commonwealth em Imphal e Kohima. Em maio de 1944, as forças britânicas montaram uma contra-ofensiva que levou as tropas japonesas de volta para a Birmâniae as forças chinesas que invadiram o norte da Birmânia no final de 1943 sitiaram as tropas japonesas em Myitkyina. A segunda invasão japonesa tentou destruir as principais forças de combate da China, proteger as ferrovias entre os territórios ocupados e os aeroportos Aliados capturados pelo Japão. Em junho, os japoneses tinham conquistado a província de Henan e começaram um ataque renovado contra Changsha, na província de Hunan.

2.4-COLAPSO DO EIXO E VITÓRIA DOS ALIADOS

Em 16 de Dezembro de 1944, a Alemanha tentou sua última e desesperada medida para obter sucesso na Frente Ocidental, usando a maior parte das suas reservas restantes para lançar uma grande contra-ofensiva nas Ardenas para tentar dividir os Aliados ocidentais, cercar grandes porções de tropas aliadas e tomar a sua porta de alimentação primária na Antuérpia, com o objetivo de levar a uma solução política. 
Em Janeiro, a ofensiva tinha sido repelida sem cumprir os seus objetivos estratégicos. Na Itália, os Aliados ocidentais ficaram num impasse na linha defensiva alemã. Em meados de janeiro de 1945, os soviéticos atacaram na Polônia, movendo-se do Vístula ao rio Oder, na Alemanha, e invadiram a Prússia Oriental. Em 4 de fevereiro, os líderes norte-americanos, britânicos e soviéticos se encontraram na Conferência de Yalta. Eles concordaram com aocupação da Alemanha no pós-guerra e sobre quando a União Soviética iria se juntar à guerra contra o Japão.

Em Fevereiro, os soviéticos invadiram a Silésia e a Pomerânia, enquanto Aliados ocidentais entraram na Alemanha Ocidental e aproximaram-se do rio Reno. Em março, os Aliados ocidentais atravessaram o norte do Reno e o sul do Ruhr, cercando o Grupo de Exércitos B alemão, enquanto os soviéticos avançaram para Viena. No início de abril, os Aliados ocidentais finalmente avançaram na Itália e atravessaram a Alemanha Ocidental, enquanto as forças soviéticas invadiram Berlim no final de abril; as duas forças encontraram-se no rio Elba em 25 de abril. Em 30 de abril de 1945, o Reichstag foi capturado, simbolizando a derrota militar do Terceiro Reich.
Várias mudanças de liderança ocorreram durante este período. Em 12 de abril, o então presidente dos Estados Unidos, Roosevelt, morreu e foi sucedido por Harry S. Truman. Benito Mussolini foi morto por partisans italianos em 28 de abril. Dois dias depois,Hitler cometeu suicídio e foi sucedido pelo Grande Almirante Karl Dönitz.
Na Itália, a rendição assinada em 29 de abril pelo comando das forças alemãs naquele país, se efetivou em 2 de maio. O tratado de rendição alemão foi assinado em 7 de maio em Reims e ratificado em 8 de maio em Berlim. O Grupo de Exércitos Centro alemão resistiu em Praga até o dia 11 de maio.

No Pacífico, as forças estadunidenses acompanhadas por forças da Comunidade das Filipinasavançaram no território filipino, tomando Leyte até o final de abril de 1945. Eles desembarcaram em Luzon em janeiro de 1945 e ocuparam Manila em março, deixando-a em ruínas. Combates continuaram em Luzon, Mindanao e em outras ilhas das Filipinas até o final da guerra.
Em maio de 1945, tropas australianas aterraram em Bornéu. Forças britânicas, estadunidenses e chinesas derrotaram os japoneses no norte da Birmânia em março e os britânicos chegaram a Yangon em 3 de maio. Forças estadunidenses também chegam ao Japão, tomando Iwo Jima em março e Okinawa até o final de junho. Bombardeiros estadunidenses destroem as cidades japonesas e submarinos bloqueiam as importações do país.
Em 11 de julho, os líderes Aliados se reuniram em Potsdam, na Alemanha. Lá eles confirmam acordos anteriores sobre a Alemanha e reiteram a exigência de rendição incondicional de todas as forças japonesas, especificamente afirmando que "a alternativa para o Japão é a rápida e total destruição. Durante esta conferência, o Reino Unido realizou a sua eleição geral e Clement Attlee substitui Churchill como primeiro-ministro.
Como o Japão continuou a ignorar os termos de Potsdam, os Estados Unidos lançam bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em agosto. Entre as duas bombas, os soviéticos, em conformidade com o acordo de Yalta, invadem a Manchúria, dominada pelos japoneses e rapidamente derrotam o Exército de Guangdong, que era a principal força de combate japonesa. 
O Exército Vermelho também captura a ilha Sacalina e as ilhas Curilas. Em 15 de agosto de 1945 o Japão se rende, sendo os documentos de rendição finalmente assinados a bordo do convés do navio de guerra americano USS Missouri em 2 de setembro de 1945, o que pôs fim à guerra.

2.5- CONSEQUÊNCIAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Os Aliados estabeleceram administrações de ocupação na Áustria e na Alemanha. O primeiro se tornou um estado neutro, não alinhado com qualquer bloco político. O último foi dividido em zonas de ocupação ocidentais e orientais controlada pelos Aliados Ocidentais e pela União Soviética, respectivamente. Um programa de "desnazificação" da Alemanha levou à condenação de criminosos de guerra nazistas e à remoção de ex-nazistas do poder, ainda que esta política tenha-se alterado para a anistia e a reintegração dos ex-nazistas na sociedade da Alemanha Ocidental. A Alemanha perdeu um quarto dos seus territórios pré-guerra (1937); os territórios orientais: Silésia, Neumark e a maior parte da Pomerânia foram assumidos pela Polônia; a Prússia Oriental foi dividida entre a Polônia e a URSS, seguida pela expulsão de 9 milhões de alemães dessas províncias, bem como de 3 milhões de alemães dos Sudetos, na Tchecoslováquia, para a Alemanha. Na década de 1950, um em cada cinco habitantes da Alemanha Ocidental era um refugiado do leste. A URSS também assumiu as províncias polonesas a leste da linha Curzon (das quais 2 milhões de poloneses foram expulsos), leste da Romênia, e parte do leste da Finlândia e três países Bálticos.
Em um esforço para manter a paz, os Aliados formaram a Organização das Nações Unidas (ONU), que oficialmente passou a existir em 24 de outubro de 1945, e aprovaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948, como um padrão comum para todos os Estados-membro. A aliança entre os Aliados Ocidentais e a União Soviética havia começado a deteriorar-se ainda antes da guerra, a Alemanha havia sido dividida de facto e dois Estados independentes, a República Federal da Alemanha e a República Democrática Alemã, foram criados dentro das fronteiras das zonas de ocupação dos Aliados e dos Soviéticos, respectivamente. O resto da Europa também foi dividido em esferas de influência ocidentais e soviéticas. A maioria dos países europeus orientais e centrais ficaram sob a esfera soviética, o que levou à criação de regimes comunistas, com o apoio total ou parcial das autoridades soviéticas de ocupação
Como resultado, Polônia, Hungria, Tchecoslováquia, Romênia, Albânia, e a Alemanha Oriental tornaram-se Estados satélite dos soviéticos. A Iugoslávia comunista realizou uma política totalmente independente, o que causou tensão com a URSS.
A divisão pós-guerra do mundo foi formalizada por duas alianças militares internacionais, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), liderada pelos Estados Unidos, e o Pacto de Varsóvia, liderado pela União Soviética; o longo período de tensões políticas e militares proveniente da concorrência entre esses dois grupos, a Guerra Fria, seria acompanhado de uma corrida armamentista sem precedentes e guerras por procuração.
Na Ásia, os Estados Unidos ocuparam o Japão e administraram as antigas ilhas japonesas no Pacífico Ocidental, enquanto os soviéticos anexaram a ilha Sacalina e as ilhas Curilas. A Coreia, anteriormente sob o domínio japonês, foi dividida e ocupada pelos Estados Unidos no Sul e pela União Soviética no Norte entre 1945 e 1948. Repúblicas separadas então surgiram em ambos os lados do paralelo 38 em 1948, cada uma afirmando ser o governo legítimo de toda a Coreia, o que levou à Guerra da Coreia. 
Na China, forças nacionalistas e comunistas retomaram a guerra civil em junho de 1946. As forças comunistas foram vitoriosas e estabeleceram a República Popular da China no continente, enquanto as forças nacionalistas refugiaram-se na ilha de Taiwan em 1949 e fundaram a República da China. No Oriente Médio, a rejeição árabe ao Plano de Partilha da Palestina da ONU e à criação de Israel, marcou a escalada do conflito árabe-israelense. Enquanto as potências coloniais europeias tentaram reter parte ou a totalidade de seus impérios coloniais, a sua perda de prestígio e de recursos durante a guerra fracassou seus objetivos, levando à descolonização da Ásia e da África.
A economia mundial sofreu muito com a guerra, embora os participantes da Segunda Guerra Mundial tenham sido afetados de forma diferente. Os Estados Unidos emergiram muito mais ricos do que qualquer outra nação; no país aconteceu o "baby boom" e em 1950 seu produto interno bruto (PIB) per capita era maior do que o de qualquer outra potência e isso levou-o a dominar a economia mundial. O Reino Unido e os Estados Unidos implementaram uma política de desarmamento industrial na Alemanha Ocidental entre os anos de 1945 e 1948. Devido à interdependência do comércio internacional, este levou à estagnação da economia europeia e o atraso, em vários anos, da recuperação do continente.
A recuperação começou com a reforma monetária de meados de 1948 na Alemanha Ocidental e foi acelerada pela liberalização da política econômica europeia, que o Plano Marshall (1948-1951) causou tanto direta quanto indiretamente. A recuperação pós-1948 da Alemanha Ocidental foi chamada de milagre econômico alemão. Além disso, as economias italiana e francesa também se recuperaram. Em contrapartida, o Reino Unido estava em um estado de ruína econômica e entrou em um relativo declínio econômico contínuo ao longo de décadas.
A União Soviética, apesar dos enormes prejuízos humanos e materiais, também experimentou um rápido aumento da produção no pós-guerra imediato. O Japão passou por um crescimento econômico incrivelmente rápido, tornando-se uma das economias mais poderosas do mundo na década de 1980. A China voltou a sua produção industrial de pré-guerra em 1952

Tudo sobre o Microsoft Access

O Microsoft Access (nome completo Microsoft Office Access), também conhecido por MSAccess, é um sistema relacional de administração de banco de dados da Microsoft, incluído no pacote do Microsoft Office Professional, que combina o Microsoft Jet Database Engine com uma interface de usuário gráfica (graphical user interface). Ele permite o desenvolvimento rápido de aplicações que envolvem tanto a modelagem e estrutura de dados como também a interface a ser utilizada pelos usuários.

O Microsoft Access (nome completo Microsoft Office Access), também conhecido por MSAccess, é um sistema relacional de administração de banco de dados da Microsoft, incluído no pacote do Microsoft Office Professional, que combina o Microsoft Jet Database Engine com uma interface de usuário gráfica (graphical user interface). Ele permite o desenvolvimento rápido de aplicações que envolvem tanto a modelagem e estrutura de dados como também a interface a ser utilizada pelos usuários.

Microsoft Access é capaz de usar dados guardados em Access/Jet, Microsoft SQL Server, Oracle, ou qualquer recipiente de dados compatível com ODBC.

O desenvolvimento da estrutura de dados se dá de forma muito intuitiva, bastando que o desenvolvedor possua conhecimetos básicos em modelagem de dados e lógica de programação.

Programadores relativamente inexperientes e usuários determinados podem usá-lo para construir aplicações simples, sem a necessidade de utilizar ferramentas desconhecidas.

Microsoft Access também foi o nome de um programa de comunicação da Microsoft, destinado à competir com ProComm e outros programas. Essa versão provou ser um fracasso e foi abandonada. Anos depois a Microsoft reusou o nome para o seu programa de banco de dados.


Histórico


O primeiro formato da MS Access, feito para rodar em DOS, era na verdade um software de comunicação que objetivava competir no mercado com grandes produtos da mesma finalidade. No entanto este projeto da Microsoft não emplacou no mercado. Apenas no segundo semestre de 1992 a Microsoft lançou seu primeiro Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados: o Microsoft Access (MS Access).

Para a Microsoft havia uma grande vantagem quanto ao mercado, como era a dominadora do seu próprio mercado, foi a primeira a lançar um software executável em plataforma Windows, enquanto que os outros programas deste segmento, liderados pela dBa-se, eram voltados para o ambiente DOS. Ao ser lançado por um preço bastante atrativo o MS Access 1.0 para Windows foi logo tomando conta do seu espaço. Um dos fatores que muito contribuiu pra isto foi o seu preço de apenas noventa e nove dólares e também contamos com os investimentos que os administradores da Microsoft fizeram como a compra da Fox Software por cento e setenta milhões de dólares.

Embora as vantagens de lançamentos, faltava de um pacote de ferramenta para desenvolvedores, o que foi princípio para muitas reclamações, assim como a limitação do software de 128MB de memória. Já em 1993 é lançado no mercado MS Access 1.1 com a ampliação para 1GB de memória e junto a ele veio Distribution Kit e os incentivos da para que os desenvolvedores criassem seus aplicativos e os vendessem sem a necessidade do cliente ter uma versão do Access em seu computador, bastava apenas utilizar o Access Runtime.

No entanto o programa ainda precisava de reajustes e dois anos depois modificações apareceram com a versão 2.0. Agora era possível trabalhar com 254 tabelas ao mesmo tempo e no mesmo arquivo de dados. O novo ambiente de programação dava facilidades ao desenvolvedor e agora também não era mais necessário digitar imensas linhas de códigos. Neste mesmo ano chega ao Brasil a versão em português do Access.

A nova versão do MS Access , em 1995, pula para 7.0 acompanhando o pacote de programas Microsoft Office 7.0. Introduzida na era de 32 bits a nova versão do Access vem acompanhada com a linguagem Visual Basic for Applications (VBA), com o seu próprio ambiente de programação. Além do recurso de replicar banco de dados, dando a possibilidade de trabalhar off-line em cópias de banco de dados, podendo ser sincronizada com a base central.

Em março de 1997 é lançada a versão 8.0, preparada para internet, capaz de gravar hiperlinks e salvar arquivos em formato HTML. E em 1999 lança a versão 9.0, também conhecido como MS Access 2000, com suporte a OLE DB e o relacionamento com bases de dados corporativa. É neste momento que a Microsoft retira o FoxPro do pacote Visual Studio mantendo-o como um produto independente até hoje. Com isso, em 2002, a nova versão com suporte a uma linguagem mais comum, o XML (Extensible Markup Language), que é uma linguagem de marcação de dados e também dá uma maior integralidade com o browser, podendo criar páginas em formato HTML de acesso as dados do banco.

O versão Access 2003 na sua versão 11 traz maior integração com browser, além da linguagem VBA, marcação em XML e é incorporado a linguagem SQL nas consultas de tabelas do banco.

Usos


Geralmente uma aplicação desenvolvida com o Access através da linguagem de programação VBA (Visual Basic for Applications) consiste em dois arquivos, um que se denomina BackEnd, onde ficam armazenadas todas as tabelas com seus respectivos relacionamentos, e outro denominado FrontEnd, onde ficam armazenados os códigos fontes, formulários, módulos, consultas, macros, etc.

O código fonte pode ser compilado, mas não é possível gerar um executável. Para rodar os aplicativos desenvolvidos é necessário que o usuário possua em sua estação de trabalho o MSAccess instalado ou pelo menos o seu Runtime que vem a ser uma versão enxuta do MSAccess que servirá apenas para rodar os aplicativos sem a possibilidade de desenvolvimento.

Com o Microsoft Access é possível desenvolver desde aplicações simples como por exemplo, um cadastro de clientes, controle de pedidos até aplicações mais complexas, como por exemplo, todo o controle operacional, administrativo e financeiro de uma pequena ou até mesmo de uma média ou grande empresa, pois os aplicativos desenvolvidos podem rodar perfeitamente em uma rede de computadores e os dados armazenados pelo sistema podem ser publicados na Intranet ou até mesmo na Internet.

Access é amplamente usado por pequenos negócios, departamentos de corporações de grande porte e como hobby de programadores que desejam criar sistemas customizados encarregados de criar e manipular dados. Sua facilidade de uso e potentes ferramentas de planejamento dão ao programador não-profissional bastante poder de uso, requerendo pouco esforço. Porém esta facilidade de uso pode ser enganosa. Este tipo de programador é muitas vezes um funcionário de escritório com pouco ou nenhum treinamento em desenvolvimento de dados ou aplicações. Devido à oportunidade que o Access fornece à este tipo de funcionário de criar sistemas utilizáveis, muitos são levados à pensar que esta ferramenta é limitada apenas à estas aplicações.

Alguns desenvolvedores de aplicação utilizam o Access para o desenvolvimento de aplicações rápidas (rapid application development), especialmente para a criação de protótipos e aplicações autônomas que servem como ferramentas para vendedores.

Access é pouco escalável se o acesso aos dados for feito via uma rede, portanto qualquer aplicação que seja usado por mais de um punhado de pessoas tende a depender em soluções com base no Cliente-Servidor tais como: Oracle, DB2, Microsoft SQL Server, PostgreSQL, MySQL, MaxDB, ou Filemaker. Porém, um Access do tipo "front end" (as formas, os relatórios, pedidos de busca e códigos VB) pode ser usado paralelamente a diversos tipos de "back ends", incluindo o próprio Access, o Microsoft SQL Server, o Oracle ou qualquer outro produto compatível com ODBC. Esse método permite ao desenvolvedor a mudança dos dados de uma aplicação madura para um servidor mais avançado sem sacrificar o projeto em andamento.

Muitos desenvolvedores que usam o Microsoft Access também utilizam a nomenclatura Leszynski, embora não seja um fato universal; não se trata de uma regra reforçada pelo DBMS.

Características


OXE Oxe Um dos benefícios do Access do ponto de vista do programador é sua relativa compatibilidade com o SQL – buscas podem ser visualizadas e editadas como sendo indicações de SQL, e estes por sua parte podem ser usados diretamente em Macros e Módulos VBA para manipular tabelas do próprio Access. Usuários podem misturar e usar ao mesmo tempo VBA e Macros para formulários de programação e lógica, além de serem oferecidos possibilidades com técnicas de orientação-objeto.

O escritor de relatórios do Access, mesmo sendo capaz da criação sofisticada de relatórios, não é tão potente quanto outro escritor de relatórios de dados – Crystal Reports. MSDE (Microsoft SQL Server Desktop Engine) 2000, a mini-versão do MS SQL Server 2000, é incluído com a edição de desenvolvedor do Office XP e pode ser usado ao lado do Access como uma alternativa ao Jet Database Engine.

Versões anteriores do MSDE e do Microsoft Exchange Server de fato usam o motor do Jet para lidar com volumes elevados de dados e inserir uma camada de aplicação "falsa" para as aplicações que se encontram acima dela. A falta de conhecimento à respeito deste fato têm contribuído à uma desmerecida falta de respeito quanto à família de produtos Access/Jet, particularmente quando se diz respeito a projetos de "grande porte".)

A função "cortar e colar"(cut and paste) do Access pode torná-lo uma ferramenta útil para a conexão entre diversos bancos de dados (por exemplo, entre o Oracle e o Microsoft SQL Server durante conversões de dados ou bancos de dados).

Access disponibiliza várias funções de exportação e importação (import and export), que permitem a integração entre o Windows e outras aplicações de plataforma, muitas das quais podem ser executadas dentro das próprias aplicações ou manualmente pelo usuário. Serve, como exemplo, o bastante compacto formato SNP para a compartilhação de relatórios perfeitamente formatados entre usuários que não dispõem de uma versão completa do Access.

Diferentemente dos RDBMS completos, o motor de banco de dados Jet da Microsoft não dispõe de gatilhos de bancos de dados e procedimentos armazenados (stored procedures).

A partir do MS Access 2000 (Jet 4.0), há um sintaxe que permite a criação de pedidos de busca com parâmetros, semelhante à criação de procedimentos armazenados, porém tais procedimentos são limitados à uma declaração por procedimento. [1]

O Microsoft Access permite que formulários contenham códigos que são ativados à medida que mudanças são feitas à uma tabela subjacente (contanto que as modificações são feitas apenas com aquele formulário), e é comum usar buscas "pass-through" e utras técnicas no Access para ativar procedimentos armazenados em RDBMSs que suportam este tipo de sistema.

Em arquivos de projeto de banco de dados do Access ADP (suportado em MS Access 2000 e adiante), as ferramentas relacionadas aos bancos de dados são completamente diferentes, uma vez que este tipo de arquivo é conectado ao MSDE ou ao Microsoft SQL Server, ao invés de usar o motor Jet. Deste modo, ele suporta a criação de quase qualquer objeto no servidor subjacente (tabelas com restrições e gatilhos, visualizações, procedimentos armazenados e UDF's).

Contudo apenas formulários, relatórios, macros e módulos são armazenados no arquivo ADP (outros objetos são armazenados no banco de dados "back end").

Desenvolvimento


A linguagem de programação disponível no access é a Microsoft Visual Basic for Applications, igualmente à outros produtos da série Microsoft Office.

Duas bibliotecas de componentes COM de acesso de banco de dados são providenciadas: a legacy Data Access Objects (DAO), apenas disponível com o Access, e o novo ActiveX Data Objects (ADO).

Microsoft Access é facilmente aplicado à projetos pequenos porém sofre problemas de escala com projetos maiores se as aplicações forem mal desenvolvidas.

Todas as buscas no banco de dados, formulários e relatórios são armazenados no banco de dados, e visando os ideais de um modelo relacional, não há possibilidade de montar uma hierarquia estruturada fisicamente a partir deles.

Uma técnica de desenvolvimento é dividir uma aplicação Access entre dados e programas. Um banco de dados deve conter apenas tabelas e relações, enquanto outro contém todos os programas, formulários, relatórios e pedidos de busca, assim como as conexões para as tabelas do primeiro banco de dados.

Infelizmente, o Access não permite trilhas quando são feitas as conexões, e o ambiente de desenvolvimento deve ter a mesma trilha do ambiente de produção (embora seja possível escrever sua própria rotina de "conexão dinâmica" em VBA, que pode procurar um arquivo "back end" específico através de uma pesquisa dentro da árvore do diretório, se não puder encontrá-lo no caminho atual.

Esta técnica também permite que o desenvolvedor divida a aplicação entre arquivos diferentes, sendo então possível uma certa estrutura.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

ALTERAÇÃO DO ÂMBITO DO MEU BLOG.

     Por questões meramente académicas, decide (devido também as necessidades de outrens) alterar o âmbito do meu Blog, para outro peculiarmente como já sublinhei acima académico.

    Portanto a partir da data da publicação desta mensagem, o material a ser abordado será especificamente de caracter académico, com maior realce no campo da Engenhária Informática, Contabilidade e Gestão, História e Cultura Geral.

     Na ansiedade de transformar este sitio(blog), numa fonte escrita de informação, tenciono ser menos prolixo possível, de modos a partilhar  (o pouco que sei) com os meus irmãos na sapiência.


Grato
Thank you
Twa pandula.

domingo, 27 de abril de 2014

Com o Tempo

Mas quando me ouvires eu......

Prometo buscar o amor dentro do seu coração, Prometo cultivá-lo. Prometo lhe dar consolo quando precisar. Prometo te amar, Fazer dos problemas Momento insignificantes. Prometo te dar apoio, Compreensão. Te prometo acima de tudo A minha amizade. 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Descubra o seu Interior

A VIDA É DE FACTO UMA INCERTEZA, MAS NÓS SOMOS A CERTEZA DE QUE A FELICIDADE, DEPENDE DE CADA UM. A VERDADE ESTÁ DENTRO DE NÓS, DEPENDE DE COMO VEMOS E SENTIMOS O MUNDO

POR__Rossana da Piedade
In__ Viagem (descubra o seu interior)